História do sertão
Autor: GG Poesia
Nome: Geilton Alves da fonseca
Amanheceu nos cantos dos passarinhos,
e o galo triste ainda não cantou.
A certeza é verdade no ninho,
da injustiça ao pobre o galo desafinou.
O zé acorda bem cedinho
no burro manso vai a galopar
e traz a água e um pouquinho
do alimento que sobrevive ao mar.
Na casa tá todo mundo rindo
as pequenas coisas é um mundo a navegar.
A filha come e faz um pedido:
Pai quero um brinquedo pra eu brincar.
A mãe se emociona e fica chorando,
o pai acompanha ao se emocionar,
e diz a filha:
Espere um tiquinho
que o tempo há de melhorar.
A filha faz riso com seus bichinhos
que fez com cipó de coqueirá.
A inocência de um mundo lindo
traz a alegria da vida do tempo que não se dá.
Amanhece e o sol está surgindo,
o horizonte diz:
O tempo que vai chegar.
A chuva festeja o campo indo:
Da ponta à cabeça do castigado matagá.
O rio corre para o outro rio,
as flores brincam no verde que há.
O pássaro avisa o galo enxerido
que o tempo é novo e o canto tem que voltar.
O zé abraça o seu burro manso
que o acaricia feito gente que se gostá.
Seque e vê meu Deus que lindo!
A natureza nasce e a vida volta ao seu lugar.
O Zé colhe o alimento e foi preciso:
De jumento, burro e carroçá .
Antes de ir a casa lembra de um pedido:
Pai eu quero um brinquedo pra eu brincar.
E o Zé seguiu de tardizinha
vendeu no centro um pouco que tinha,
e o dinheiro que deu:
Comprou uma boneca e depois vestiu:
Com chapéu, bota, vestido de couro
e dali seguiu.......
Rumo a sua casa o coração sorriu,
levantou a mãos para o céu,
e uma frase emitiu:
Obrigado Deus!
E chegando em casa felicidade se descobriu.
Comprei um linda boneca minha filha que você pediu.
A mãe chorou sorrindo,
a filha disse: Eu sou feliz,
sou feliz, o pai disse chorando baixinho:
Com fé, hoje venci.
Meu deus hoje venci.
E o galo do lado cantou.
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