sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natureza de sentimentos

Natureza de Sentimentos


Como explicar a natureza humana,
que uma vez é encontro,
outra é ilusão,
que uma vez é encanto,
outra é solidão.


Quem explica a natureza de um coração,
que se emociona e palpita por amar alguém,
que se parte ao ouvir um não,
que se abre ao ouvir um sim.


Que faz existir o que não existe,
que amplia a linha do horizonte
na parte em que se divide,
que se lamenta ao ver passar o amor,
se aflige.


Que transforma a felicidade em dor,
ou vice-versa.
Abre o sentimento nas palavras sinceras,
é tudo que diminui, é tudo que se completa.


O amor é o inverso da saudade,
ou um anexo de uma palavra.
É a certeza da verdade
da forma mais ampla e clara.


E se incide e se retrata através do brilho,
que ilumina a face através do sorriso,
que faz do nosso interior
virar um menina, ou um menino.

Aquilo que chamamos de cinco sentidos
é o que sempre traz dúvidas, certezas.
Mas se o caminho é correto,
conduz e produz,
felicidades e fortalezas.


Se é de momento,
faz da felicidade contribuir
para os mais triste dos sofrimentos.
E se não chove e nem molha,
passa e fica,
Como uma pequena lembrança,
sem o alcance na memória das
imensas vitórias.


Mesmo na certeza das alegrias,
sendo a felicidade um grito de vida,
o coração se divide,
compartilhando tudo que é bom e ruim,
das pouquíssimas crises.


Deixando a esperança no ponto principal,
de acreditar no futuro
e aceitar os tombos da vida
e se levantar com uma mão,
vencer com a outra,
e estender as duas a ajuda
de uma outra pessoa, que necessita.


Isso que é a natureza de sentimentos,
diversos e contrários,
intoleráveis e precisos,
buscando uma só coisa ,
a paz, o respeito, o amor,
ou seja, a felicidade no infinito.

As vezes e sempre

                                                      Às vezes e sempre 


Todo encanto quando se lembra é emocionante,
quando se alcança a felicidade.
Todo desencontro é uma parte do caminho,
alimentando mais o que é saudade.


Às vezes dói, muitas vezes cicatriza,
mas sempre se chora,
o que faz parte de um coração,
ou seja, de uma vida.


O às vezes sente e o pra sempre determina.

Todo querer é compreendido,
quando se trata de um desejo
baseado na verdade,
                                                             pureza, simplicidade.
Que seja de uma amor,
que seja de uma paixão,
que seja de uma sincera,
e boa amizade.


Querer é esse descaracterizado
na base da mentira,
de tudo que é falso,
de tudo que ao outro prejudica.


O às vezes mente e o pra sempre ensina.


Querer é um desejo, se tornando prazer,
que multiplica as emoções,
se tornando amor,
subdividindo as sensações.

O Querer resgata tudo que é bom,
de todos os sentimentos,
levando um outro mundo a todos os corações.
Querer não é ganância,
é o que nos fascina,
vivendo no mundo de ilusões,
sonhar é esperança de vida.


O coração humano que às vezes é tão cruel, bonito,
justamente quando se diz:
Eu te amo!
Saia fora da minha vida, é de você que eu preciso.


Do pedido da mão estendida,
explicações são silêncios,
para ouvidos sem sentidos.


O às vezes erra, e o pra sempre é preciso.


Às vezes o sentimento machuca,
quebra alianças,
destrói vidas, dando basta a esperanças.
Nem sempre é verdadeiro,
ilude um sonho, distorce o caminho ,
apagando o amor de quem se ama.


Torna-se pesadelo, vira às vezes certeza
purifica vidas presentes,
semeando os duros como pedra,
deixando-os leves como uma seda.


O às vezes se engana, e o pra sempre pensa.


O pra sempre preenche todo vazio,
na parte que constitui a família
procurando preencher saudades,
carne, unha, sangue,
mais além de uma vida.

Não valorizamos o amor,
deixamos o que é abstrato de lado
um beijo, um abraço,
esquecemos de sermos um pouco apaixonados.


O pra sempre resiste, e o às vezes é um abalo.


A lei divina às vezes é cruel,
sempre é verdadeira,
é sempre luz
às vezes se incendeia.


Mostra-nos a sincera verdade,
amar e ser amado,
perdoar e ser perdoado,
ajudar e ser ajudado.

.
O às vezes, não tem fala,
nem vida, nem vence.
O pra sempre, tem voz e grita,
com vida não desiste, quase sem forças
se levanta e sorri, recebe o troféu e vence.


Pássaros&macacos

Pássaros&Macacos
Autor:Geilton Alves Da Fonseca




Eu não acredito em sabido parado,
tampouco em esperto calado.
Macacos inventando macacos,
professores em vida do ensino pelado.
Às vezes me sinto perdido no espaço,
e me surpreendo nas coisas sem fato.
Macacos desenhando macacos,
deixando sem voz os lindos pássaros.
Para onde vou?
Preciso de força.
Rastejo no chão,
sou cretino a toa.
Às vezes me sinto paralisado,
com absurdos inclusos
sem nenhum formato,
macacos moldando macacos
são vulcões provocando tornados,
tornados, cantando,falando, invocando:
melodia poeira arrancando os pedaços.
Arranjo é incompreensão,
indiferença é descaso,
final da música é
o desafino dos desafinados.
Macacos matando a si próprios.
Como chegar?
Existem lados opostos,
estou no lado da humildade,
na qual me insiro e sou devoto,
a reza é a alma do pedido ao próximo.


Estou no lado dos pássaros
cadê as asas pra voar?
O dinheiro é o cúmulo da inveja safada.
Quem tem muito acha que tem pouco,
não importa de onde vem a maracutaia, o roubo,
a ganância não pensa na dificuldade do outro,
é a virtude do sujo,
alegria dos tolos,
é o caráter dos imundos,
a inteligência dos loucos.
Macacos enganando macacos,
causando revolta no seio dos pássaros.
Cadê as chaves?
Estou preso sem algemas e celas,
tenho imenso espaço,
mas parece que estou perdido na selva.
Quem abrirá as janelas?
O vento sopra,
O sol amanhece,
na escuridão do destino
procuro no horizonte o brilho das estrelas.
Macacos tentando falar com os pássaros,
mas os macacos não falam, não cantam, não voam,
os pássaros sim! Falam, voam, e cantam.


Nesse dia o pássaro falou..............................................


Às vezes me pego emocionado
com injustiças com o povo,
mas tudo é abafado,
é velho, jovem, e novo,
todos com caráter expostos na feira,
comparando, trocando e vendendo,
com 30,60,90,
com direito a brinde, desconto e merenda.




Moral tá no lixo
no final da lixeira.
a cadeia passa longe,
é hotel de primeira,
com almoço, café , bebida e sobremesa,
kkkkkkkk.......... é festa de bandeja,
onde o sujo é sagrado,
a reza é besteira,
a fossa é o perfume,
o esgoto é a fragância que cheira.
Macacos cometendo os mesmo pecados.
O sol chegou mais cedo,
a música tocou suave,
o vento abriu a janela.
O horizonte falou:
Não tenha medo voe
e o pássaro levantou uma asa.
O mundo é a prova do choro engasgado,
sem vida sem coração o sentimento é rasgado.
Cadê as desculpas?
Por onde anda o perdão?
O Por favor viajou?
E o obrigado não é encontrado.
O beijo é uma faceta,
o encontro é combinado,
o abraço uma rasteira,
o coração é mal-criado.
Macacos derrubando macacos e a fundando os pássaros.
A vida é ensino da profunda batalha,
a verdade no ninho,
é vitória marcada,
a ajuda em círculo,
traz o vôo da linda jornada,
a esperança da paciência vivida,
leva realidade do sonho à conquista,
onde realmente a felicidade explica:




O que é sorriso?
O que é gargalhada?
Pássaros cantando com os pássaros
e os macacos na platéia.
O ego é o sonho da beleza travada,
é o esquecimento de tudo
da casa à morada,
o conselho pega vôo
para o destino do quase nada,
do prato que sempre comeu despeja:
Restos e migalhas.
A missa virou circo,
o culto se fez na risada,
o coração é um trinco
do sentimento que não tem cara.
Macacos não respeitam nem suas vidas.
Eu não acredito em palavras treinadas,
se o dicionário criado é o fino da farsa,
a mentira não se vê na face,
a verdade é o esconderijo da máscara,
A injustiças é incentivo,
para a produção do ridículo.
da carniça pura e temperada
das cabeças que não têm sentidos
produzem:
A inteligência da burrice da mente apagada.
Macacos são sempre macacos.
O amanhã é quem dita os passos do mundo,
hoje o sol é claro,
poderá amanhã o sol ser escuro,
um dia choro, outro sorrio,
um dia não vejo espaços,
no outro durmo e sonho,
e acordo na imensidão do caminho.






Hoje o horizonte ficou mais bonito,
O sol clareou o mais longe do infinito,
O dia despertou as saídas fechadas da longa vida,
as janelas abriram-se por si só,
Com a cara limpa abri os braços e sorri,
peguei a chave, cantei, falei, assobiei,
crie outra asa e voei,
Os pássaros são:
As pessoas que cultivam o bem.
Os pássaros venceram-se os obstáculos,
com humildade e leveza,
cantando, falando e invocando:
A sintonia perfeita,
a voz que ressoa
afina qualquer cantiga que seja,
das notas que são cantadas harmonizam:
Verdade, sinceridade e beleza.
Os pássaros estão no Paraíso.
e os macacos atrás da parede
procurando luz e silêncio,
perdido no caminho sem tempo,
procurando uma mão pra matar sua sede de felicidade,
no inferno de dor,
choro é devastamento,
saudade do vínculo é arrependimento,
pela cadência inserida em vida pagou:
O pior dos sofrimentos.














sábado, 27 de novembro de 2010

O Jogo da Vida

O jogo da Vida
Autor: Geilton Alves Da Fonseca

Começando a partida,
olhos atenciosos de observação
1° tempo se inicia,
para conhecer o campo da imaginação.


A vida se torna amiga dos calmos e verdadeiros,
mas a mão que te recebe,
nem sempre te convida ao abraço,
e a boca que te beija da tua face pode fazer pesadelo.


E a doce criatura de coração te leva ao paraíso,
te faz pensar em um mundo bonito,
onde as pessoas se respeitam e se abraçam
sem querer levar vantagem com isso.


O jogo da vida fere,
quando não mata,
cicatriza quando se apaga.

2° tempo se inicia as cartas se abrem,
já conhecemos todo o campo.
Já imaginamos o que está por vir.


Cartas mostram as suas caras,
das mais sinceras,
as envenenadas,
que se conjugam no verbo: Mentir.


Veio a chuva,
virou tempestade,
encharcou o campo,
pisar ficou difícil,
correr para quê? Se Jesus está comigo.
                                        
O jogo da vida criou,
o que se nada tinha,
foi quase impossível combater a mentira,
A mentira criou:
desavenças e solidão.


Se a chuva virou tempestade,
das tempestades surgiram:
relâmpagos e trovões.


2° tempo está nos acréscimos,
com a ajuda das doces criaturas
pude reconquistar o meu espaço,
a verdade veio,
chuva parou,
pisar até descalço,
correr só se for para o abraço.


Do gramado molhado
aprendi o que é a vida,
cresci como ser humano,
correr atrás só se for com Jesus Cristo,
e não há chuvas, trovões e relâmpagos
que atrapalhem nossos caminhos.

Terminou a partida aos 49 do 2° tempo
gramado totalmente seco,
desistir jamais,
virei a partida que estava ao avesso,
porque dentro mim existe um
coração verdadeiro.



sábado, 18 de setembro de 2010

O teatro dos Esquisitos


                                                O teatro dos esquisitos

Autor: Geilton Alves Da Fonseca

                                                              A boca fala o dicionário
                                                            que a audição não quer ouvir.
                                                                  O rumo é selva
                                                   não segue o caminho que se quer seguir.

                                                 Tudo é falso em homenagem ao ridículo,
                                                          O riso é parte da falsidade,
                                                              teatro dos esquisitos
                                                          encena-se a verdade com
                                                     a mentira que faz parte do título,
                                      é a cara lavada interpreta e impressiona e distorce
                                                              o que foi possível.

                                               A verdade é o enredo que foi perdido,
                                   a ação movimenta da tristeza ao choro dos escolhidos
                                           a história narra o teatro dos esquecidos,
                                                        e a platéia assiste perplexa:
                                                         a caatinga do mundo lixo.

                                                        O pensamento é próprio,
                                                              a opinião é alheia,
                                            a decisão é sócia da sacanagem à safadeza,
                                                 procuro entender, mas não entendo,
                                             do castigo ao próximo busca-se o sustento,

                                                              a lágrima é suco,
                                                          o abraço condimento,
                                                         o beijo o tempero sujo,
                                                  da mistura que cozinha sem tempo,
                                     indigestão vômita o perdão que cai de ralo a dentro.