O teatro dos esquisitos
Autor: Geilton Alves Da Fonseca
A boca fala o dicionário
que a audição não quer ouvir.
O rumo é selva
não segue o caminho que se quer seguir.
Tudo é falso em homenagem ao ridículo,
O riso é parte da falsidade,
teatro dos esquisitos
encena-se a verdade com
a mentira que faz parte do título,
é a cara lavada interpreta e impressiona e distorce
o que foi possível.
A verdade é o enredo que foi perdido,
a ação movimenta da tristeza ao choro dos escolhidos
a história narra o teatro dos esquecidos,
e a platéia assiste perplexa:
a caatinga do mundo lixo.
O pensamento é próprio,
a opinião é alheia,
a decisão é sócia da sacanagem à safadeza,
procuro entender, mas não entendo,
do castigo ao próximo busca-se o sustento,
a lágrima é suco,
o abraço condimento,
o beijo o tempero sujo,
da mistura que cozinha sem tempo,
indigestão vômita o perdão que cai de ralo a dentro.
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